Regime Tutelar e Globalização
Sociogênese dos Atuais Movimentos Indígenas no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.52980/revistaamazonaperuana.vi33.24Palavras-chave:
Brasil, Território, Organizações indígenasResumo
Os dados do último censo sugerem um novo perfil demográfico dos povos indígenas, que já não corresponde a pequenas sociedades isoladas na floresta amazônica. As mobilizações por seus direitos à terra, às escolas e outros fatores externos foram incorporadas à vida cotidiana dos povos indígenas. O artigo identifica alguns princípios ordenadores, pressões e estratégias de reconhecimento pelo Estado. Utiliza a definição de território como chave analítica e explora as condições sociais nas quais surgem as organizações indígenas.
Se, em vez de tratarmos o indígena e o colonizador como categorias totalizantes e diametralmente opostas, explorássemos os contextos históricos nos quais eles interagem, poderíamos abrir novos campos de pesquisa. A noção simplificadora de uma voz indígena ou de um único modelo indígena deve ser substituída por um esforço de compreensão de processos históricos e culturais complexos, locais e globais, nos quais poderemos tentar compreender as estratégias políticas.
Downloads
Referências
Albert, Bruce.
1997 “Territorialité, ethnopolitique et développement: à propos du mouvement indien en Amazonie brésilienne”. En: Cahiers des Amériques Latines 23: 177-211.
Almeida, Rubem Thomaz.
2001 Do desenvolvimento comunitário à mobilização política. O Projeto Kaiowa-Nandeva como experiência antropológica. Rio de Janeiro: Contra Capa.
Bailey, Frederick George.
1960 Tribe, Caste and Nation: A Study of Political Activity and Political Change in Highland Orissa. London: Oxford University Press.
Balandier, Georges.
1931 “La Situation coloniale: approche théorique”. En: Cahiers Internationaux de Sociologie 11: 44-79.
Barel, Yves.
1986 “Le Social et ses territoires”. En: Auriac, Frank y Brunet, Roger (coords.), Espaces, jeux & enjeux. Paris: Fondation Diderot/Fayard, pp. 131-139.
Barth, Fredrik.
1993 Balinese Worlds. Chicago: The University of Chicago Press.
Carvalho, José Murilo de.
1987 Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras.
Cunha, Manuela Carneiro da (org.).
1992 História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.
Ferguson, James.
1995 The Antipolitics Machine: Development, Depoliticization, and Bureaucratic Power in Lesotho. Cambridge: Cambridge University Press.
Fisher, William F.
1997 “Doing Good? The Politics and Antipolitics of NGO Practices”. En: Annual Review of Anthropology 26: 439-464.
Foucault, Michel.
1986 Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal.
1997 Il faut défendre la société. Cours au Collège de France, 1976. Paris: Gallimard/Seuil.
FUNAI - Fundação Nacional do Índio.
1995 Censo demográfico 1995. Rio de Janeiro: FUNAI.
Goffman, Erving.
1978 Estigma. Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: Zahar.
Grupioni, Luís Donizete Benzi.
1999 Diretório de associações e organizações indígenas no Brasil. Brasília: Inep/MEC/Mari/UIP.
Hirsch, Eric y O’Hanlon, Michael (eds.).
1996 The Anthropology of Landscape. Perspectives on Place and Space. Gloucestershire: Clarendon Press.
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
2004 Censo de 2000. Rio de Janeiro: IBGE.
Iglesias, Marcelo P.
1993 O astro luminoso. Tesis de maestría en Antropología Social, PPGAS/Museu Nacional/UFRJ. Rio de Janeiro.
Martins, José de Souza.
1975 Capitalismo e tradicionalismo. São Paulo: Pioneira.
Matos, Maria Helena Ortolan.
1997 O processo de criação e consolidação do movimento pan-indígena no Brasil (1970-1980). Tesis de maestría, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade de Brasília. Brasília.
Oliveira, Roberto Cardoso de.
1994 O índio e o mundo dos brancos. Campinas: Unicamp.
Pacheco de Oliveira, João.
1988 O nosso governo: os Ticunas e o regime tutelar. Rio de Janeiro: Marco Zero/CNPq.
1998 “Redimensionando a questão indígena no Brasil: uma etnografia das terras indígenas”. En: Pacheco de Oliveira, João (org.), Indigenismo e territorialização. Poderes, rotinas e saberes coloniais no Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: Contra Capa, pp. 15-42.
1999 Ensaios em antropologia histórica. Rio de Janeiro: Editora UFRJ.
2000 “Cidadania e globalização: povos indígenas e agências multilaterais”. En: Horizontes Antropológicos 14: 125-141.
2002 “Ação indigenista e utopia milenarista. As múltiplas faces de um processo de territorialização entre os Ticunas”. En: Bruce, Albert y Ramos, Alcida Rita (orgs.), Pacificando o branco: cosmologias do contato no norte amazônico. São Paulo: Unesp/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, pp. 277-310.
Raffestin, Claude.
1986 “Écogénèse territoriale et territorialité”. En: Auriac, Frank y Brunet, Roger (coords.), Espaces, jeux & enjeux. Paris: Fondation Diderot/Fayard, pp. 173-185.
Rambaud, Placide.
1969 Société rurale et urbanisation. Paris: Seuil.
Ribeiro, Darcy.
1970 Os índios e a civilização. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
Ricardo, Carlos Alberto.
1996 “A sociodiversidade nativa contemporânea no Brasil”. En: Ricardo, Carlos Alberto (org.), Povos indígenas no Brasil, 1991-1995. São Paulo: Instituto Socioambiental, pp. i-xii.
Souza Lima, Antônio Carlos de.
1995 Um grande cerco de paz. Petrópolis: Vozes.
Stocking Jr., George W.
1991 “Colonial situations”. En: Stocking Jr., George W. (ed.), Colonial Situations: Essays on the Contextualization of Ethnographic Knowledge. Madison: The University of Wisconsin Press, pp. 3-8.
Velho, Otávio Guilherme.
1975 Capitalismo autoritário e campesinato. São Paulo: Difel.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2020 
Esta obra está bajo una Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.










